31 dezembro 2010
Gone....
25 novembro 2010
Pense nisso
Eis ele aqui:
28 outubro 2010
Desistir é apenas para os fracos?
Acho que desistir por estes motivos é para os fracos.Mas, e quando já estamos muito feridos?Desistimos por sermos fracos ou apenas por não termos mais condições de sofrer?Talvez das duas formas seja por fraqueza.
As vezes é melhor desistir antes de sermos totalmente feridos,Esse conselho vem de quem não sofreu de tudo nessa vida, mas de quem já sofreu o suficiente para saber que as vezes devemos desistir antes de ficarmos totalmente feridos e, outras apenas quando já estamos muito machucados.
Já desisti muitas vezes de varias coisas, talvez por fraqueza ou não,mas o que justifica a minha fraqueza é a falta de condições de sofrer.
20 setembro 2010
Felicidade
Ela está em diversos lugares para diversas pessoas,em coisas,palavras,gestos,outras pessoas e etc.
Ela nos faz sentir bem,mas muitas vezes nos corrompe.
Pessoas ficam obcecadas por Ela e muitas vezes acabam com os outros e com si próprios por Ela.
Se fosse para dizer como Ela é em uma forma física específica com certeza diria que Ela é uma mulher,uma droga ou ambas.Por que? Porque ambas podem acabar com quem quer que seja.
Não invejo a dos outros.Invejo apenas Ela por fazer bem e mal ao mesmo tempo .
Descobri um sentimento que vicia e talvez até possa nos matar.A Felicidade.
15 setembro 2010
Saudade isso sim que é dor de verdade
Perder pessoas dói tanto.....Ainda mais quando é uma das pessoas mais importantes da sua vida.
Há dez anos atras perdi uma das pessoas mais importante da minha vida(o que é muito pois são poucas pessoas que me importam) uma pessoa que todos achavam que pra mim era um nada, mas que na verdade não era.
Sei que se essa pessoa estivesse aqui muita coisa seria diferente.Não ligo.Se ele estivesse aqui pra mim seria ótimo.A presença dele pra mim bastaria.
Não sei como dizer o quanto ele me faz falta talvez ele não ouça o que tenho a dizer.Só sei que tá doendo muito.Também não sei explicar como me sinto.......é tão ruim que não há palavras que possam expressar isso.
Nunca fiquei assim é a primeira vez e é a pior tristeza que eu já senti.
16 agosto 2010
07 agosto 2010
De volta
Bem, não tenho muito o que escrever agora mas há um poesia que pode demonstrar como me sinto.A poesia Ódio de Martha Guimarães.
Por muitas vezes me perguntei
O que causa em mim tamanha raiva, cólera,
Não descobri, por fim, resposta;
Mas não vejo, também, no que faça falta.
Odeio-te pelo prazer de odiar,
Pelo prazer de sentir o sangue gelar em minhas veias
Pensar e desejar desgraças a ti
E libertar esse instinto que a civilização
Trancafiou em minha garganta e consciência;
E ao invés de odiar-te apenas uma vez, todo o ódio que tenho,
Confundo meu ódio com afeição
07 julho 2010
Eu não quero
23 junho 2010
Não existe amor sem dor.
16 junho 2010
Conto ou não?
09 junho 2010
Continuo a mesma ou não (?)
02 junho 2010
Legal seria....
Texto que achei num lugar por aí
26 maio 2010
Um sonho
19 maio 2010
Saco de Ossos
12 maio 2010
Battle for the sun
05 maio 2010
VIVA!
28 abril 2010
Um pedido de desculpa?
21 abril 2010
Ame....
14 abril 2010
Certo momento
07 abril 2010
Um problema chamado Sirlei
31 março 2010
24 março 2010
Poema: 10 coisas que eu odeio em você
19 março 2010
18 março 2010
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
17 março 2010
10 março 2010
07 março 2010
26 fevereiro 2010
24 fevereiro 2010
21 fevereiro 2010
20 fevereiro 2010
19 fevereiro 2010
Haverá silêcio
e dor,haverá mediocridade e lástimas,haverá artistas do cho-
ro,haverá o choro sem artistas.
Haverá silêncio sim,haverá silêncio mesmo com o som dos fo-
gos espocando,haverá ante ruído,o silêncio da revolta da mi-
nha partida.Muitos chorarão por dentro e por fora outros cho-
rarão depois,quando sentirem ou farei falta,o quanto tudo se-
rá diferente sem mim.
Na minha partida o meu jeito estúpido de falar será sempre lem-
brado.
Sei que muitas pessoas não se lembrarão de mim,mas pra outras
pessoas não serei uma simples lembrança que vem e passa.
18 fevereiro 2010
Um pouco de mim
finge que estar bem para que ninguém pergunte o
motivo pelo qual estou mal.
Que foge das pessoas que gostam de mim e das que
eu gosto para que nem elas me decepcionem e nem
eu decepcionar elas.
Que tem medo de quase tudo e de todos.Que em al-
gumas ocasiões ao invés de enfrentar os problemas
foge com medo das conseguêcias.
E tenho como meu maior medo....
AMAR E NÃO SER AMADA.
06 fevereiro 2010
O corvo
Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.
E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."
Minhalma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."
Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."
No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."
Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."
Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?
"E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
Allan Poe
(Tradução de Machado de Assis)
04 fevereiro 2010
Sinta vontade de ficar
Canto Dos Malditos Na Terra do Nunca
Composição: (Andréa Martins)
03 fevereiro 2010
02 fevereiro 2010
Adolescente- toda criatura que tem fogos de artifício dentro dela.
Homem- bípede que tem a sorte,ou o azar de se apaixonar perdidamente.
Horizonte- linha que serve para evitar que o céu e o mar se misturem.
Juventude- os primeiros capítulos da vida da pessoa.
Lembrança- outros olhos que a gente tem,ao invés de enxergarem o que
está ali na frente,conseguem enxergar o que já ficou lá para trás.
Ler- ter o poder de viver outras vidas sem precisar nem sair da cama.
Vaga-lume- bichinho cuja alminha acende ou cuja luzinha tem alma.
( São Paulo:Planeta do Brasil,2003)
25 janeiro 2010
Só
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual à deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
Veio dos rios, veio da fonte,
da rubra escarpa da montanha,
do sol, que todo me envolvia
em outonais clarões dourados;
e dos relâmpagos vermelhos
que o céu inteiro incendiavam;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alteava,
só, no amplo azul do céu puríssimo,
como um demônio, ante meus olhos.
Edgar Allan Poe (Tradução de Oscar Mendes)