30 dezembro 2011

Balanço de 2011

Então, isso aqui não é pra ser uma retrospectiva de fatos históricos desse ano de merda -até porque não aconteceu nada de histórico- e também não pra ser uma lista de desejos para 2012.Mais uma vez vai ser escrito em primeira pessoa como se fosse um diário porque tô com preguiça de fazer aquela coisa meio poética (acho que é essa a palavra), então, vamos lá.
Não me lembro muito bem de como 2011 começou, mas aposto que vou me lembrar de como vai acabar. O ano foi tedioso e chato, foi como se eu estivesse sedada  andando por aí feito um zumbi ou um fantasma. Não me lembro de muito, só lembro que a minha vontade de dormir durante o ano todo foi maior do que as outras vezes. Voltei a fazer algo que não me faz muito bem,mas mesmo assim fiz.
Não sei classificar os momentos como bons ou ruins e quando os classifico como tal coisa fico em duvida e me questiono se foi aquilo mesmo que quis dizer.
Como disse não me lembro direito do que aconteceu ou o que poderia ter sido e não foi, então vou  direto pro final.
Os últimos dias foram solitários e cheios de conflitos internos, crises emocionais e lagrimas reprimida.
O natal- também conhecido por mim como data deprimente - só serviu pra me mostrar o quanto solitária tenho sido e que isso não vai mudar tão cedo. Melhor eu parar por aqui pois já tô começando a me fazer de adolescente sofredora e incompreendida o que pra mim não passa de frescura. Mas de repente me veio uma coisa a cabeça: se já estou acostumada com a merda que é todos os anos por que estou fazendo esse maldito balanço?

16 dezembro 2011

Reticências.............



Faz tanto tempo não sinto nada aqui dentro, algo que me faça sentir viva. A vida tem sido uma caixinha que em vez de surpresas  traz reticências.
Ultimamente tudo tem sido uma droga que vejo tudo igual, tudo cinza, o diferente pra mim é mais um igual fingido.
Algumas coisas e pessoas tem o dom de estragar o meu dia. O pior que consigo ver no meio de tanto coisa ruim é que tudo fica preso dentro de mim. Tudo fica entalado na minha garganta. A vontade de gritar que existe em mim sempre é ofuscada por algo que está bem lá no fundo e que eu não sei o que é. Faltam palavras pra dizer exatamente o que é. Eu não consigo dizer nada mesmo que isso esteja me matando sufocada. Dói e não consigo tomar o maldito remédio. Sempre minorizando as minhas dores e as dos outros.
O dia amanhã lindo e ensolarado, meu humor ótimo. O sol lá fora e a minha música preferida  tocando no rádio melhoram tudo, parecem na verdade. O sol começa a se pôr e logo a noite chega junto com o estraga prazer, destruidor de felicidade. A noite piora tudo, antes eu dormia o que me ajudava esquecer agora a insônia só me faz lembrar de coisas que eu quer esquecer.
"Tudo se resolve" digo pra mim mesma. O problema é que nem sempre depende de mim. Não basta só me impor, sempre tem algo ou alguém que me prende e me põe pra baixo.
Nada e resta a não ser a insistência em saber qual é o prazer de deixar o outro tão infeliz quanto você?

02 dezembro 2011

Mais um sem final


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Tão estranho, as coisas conseguem ser mais estranhas do que imaginei. Tão rápido em tão pouco tempo, me surpreendeu não surpreendendo. Começou a fazer sentido e perder a importância.
Me sinto tão estranha.Não estou reclamando apenas não sei o que estou fazendo, não que eu queira saber só estou fazendo porque não tenho o que fazer -ou tenho e não sei?
As coisas tão indo e vindo, a cada dia que passa mais porquês aparecem na minha cabeça sem porque. O motivo do questionamento não importa,de qualquer jeito ele não deixa de existir. O questionamento sem motivo, sem razão e sem esperar nada. Se não esperas nada porque questionas? Me pergunto.
Não sei se são problemas graves, não importa, são só problemas. Não sei se estarei viva amanhã, não vejo motivos para estar, nem a curiosidade me move, apenas estou aqui não esperando nada, não fazendo nada, sem saber fazer nada, sem motivo, sem razão, apenas aqui sem um porque.
Epifania? Melhor não, não quero passar por uma e não ver mais sentidos e passar a me importar de novo. Pra ser sincera não sei se estou sendo sincera, não tenho certeza de tudo  que acabei de escrever. Não sei o que queria dizer.E mais uma vez não sei onde eu queria chegar.