26 setembro 2011

Dessa vez

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E chega de novo no final e eu digo pra mim: Dessa vez vai ser diferente.Agora eu aprendi eu não vou deixar acontecer de novo.
Passam dias e semanas e o entusiasmo vai e volta que nem ioiô. Características antigas assombram meus dias, mas na minha cabeça são coisas novas. Novas coisas velhas.
A cada dia que passa essa minha necessidade de mudar aumenta mais e me assusta mais. A necessidade de me tornar outra pessoa, de conhecer outras pessoas, de poder provar que eu não sou sempre a mesma. 
A gente sempre diz que não precisa provar nada pra ninguém, mas sempre quer provar algo pra alguém. Provar algo que talvez não seja verdade sobre nós, provar o que nem sempre somos e acima de tudo manter uma imagem. Causar algum impacto por tal atitude, chocar os outros.
Mas dessa vez vai ser diferente, insisto em dizer. Dessa vez vou ser  mais espontânea possível. O espontâneo instantâneo.
Dessa vez eu foi fazer tudo diferente. Nunca é tarde pra mudar. Eu vou fazer tudo da maneira mais perfeita possível. Eu farei tudo certo até me cansar e o tempo acabar. Até tudo começar de novo e a necessidade de mudar me atingir  de novo.
Aproveitar como se fosse o (s)  ultimo (s) dia (s) até perceber que o fim está distante e seremos sempre os mesmos.

21 setembro 2011

Diário ²

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Sempre tem aqueles dias e aquelas pessoas que fazem questão de provar que são melhores que você e fazem questão de jogar na sua cara os seus tropeços, fracassos e deslizes. Bem, comigo não seria diferente.
Hoje ainda é quarta-feira, mas mesmo assim posso dizer que a semana inteira vai ser assim ou até mesmo o fim de mês inteiro.
Sei que não vai adiantar muito o que eu escrever aqui, mas sabe, me deixem em paz PORRA!
Os erros são meus, então, me deixem errar em paz. E não me venha com aquele papinho ridículo de que você se importa comigo porque já não cola mais. Eu sei muito bem quem quer me ver bem e quem quer pelo menos me deixar um pouco desapontada.
Eu sei o que faço, estou ciente das consequências sendo elas boas ou ruins,então, me deixem.
Não vou ficar por aí fingindo ser algo pra ter uma boa reputação, isso cansa. Demorou mas eu percebi que não preciso provar nada pra mim, até mesmo provar que eu não ligo pra nada, eu não preciso. Se eu estiver bem  comigo e achar que tal coisa me faz bem (ou mal) já basta. Não tente exercer um papel que não é seu e que nem a minha mãe que deveria exerce.

16 setembro 2011

Deixe ir

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Doí mais tentar esquecer do que não ter .Esquecer e saber que nunca foi e nunca será. Vai ser melhor assim, antes que aconteça algo sério comigo.
Por fora sorrisos, por dentro lágrimas. Não sei porque tanto drama, talvez daqui à alguns anos eu descubra que isso só foi uma coisa de adolescente idiota, mas o que importa agora é que tá doendo e parece que não vai ter fim, mas vai. Ninguém nunca morreu por (quase) não amor.
Agora não é hora de ativar o orgulho e sim o amor próprio e a vergonha na cara, se bem que não há muita diferença em ambos se formos analisar bem. É  hora de se importar em como estou e irei ficar por dentro e não por fora, ou melhor, é hora de se importar com ambos. Fazer o melhor esforço possível porque depois com certeza valerá a pena. Se não for por bem, que seja por mal.
Adolescência é a fase pra errar, mas já que todo mundo tem que aprender um dia, pelo menos algo útil como isso, por que não começar agora?




15 setembro 2011

Sumi


Coloquei poucas coisas numa malinha-apenas o essencial já pretendo voltar com mais bagagem- e saí por aí. Não se assuste, eu sou assim. Um texto interpretado de forma errada. A reação de espanto nas pessoas. O estranho. o inexplicável, o complicado, o contraste,o contrário de mim e dos outros.
Não sei se todas as pessoas tem essa necessidade sufocante e estranha -pra alguns- como eu tenho.
As vezes eu preciso sumir, desaparecer, esquecer, de tudo, de todos ,de mim. As vezes eu sumo como se tivesse morrido ou nunca existido. Não estranhe, é da minha natureza ser assim, estranha.
Eu sumo e depois volto como se nada tivesse acontecido - o que é mas estranho ainda. Volto alegre, sorridente,  simplesmente o que sou mas que o tempo, a mesmice e a tristeza alheia apaga e torna igual aos outros e outras.
quando a felicidade alheia se torna sufocante pra mim eu sumo pra encontrar a minha. E quando volto todos estão murchos como rosas e nublados como um dia chato.
Acho que é isso que me faz sumir e, sim estranhe, o estranhamento dos outros por eu está triste, sumir e depois voltar também me faz querer sumir.

06 setembro 2011

Você não sabe

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Me disseram: "Você é preguiçosa, sonsa, acomodada, fraca.Tenha preguiça ou não sabe se impôr". Não disse nada. Deixei que falassem e falassem. Nem  eu sem quem sou ou que quero.
Não sou isso tudo que você diz que vê e que na verdade não vê, nem sabe o que sou e o que se passa dentro de mim.
Posso parecer calma,sonsa, acomodada fraca, mas você e nem ninguém sabe quantas vezes fui obrigada -ou por orgulho -segurei e fiz o possível para não derramar uma lágrima. Você não sabe que as vezes nem eu me aguento. Não sabe que as vezes sinto um ódio enlouquecedor e quase mortal de mim mesma. Não sabe quantas vezes tive que me aguentar mesmo nem querendo sequer ouvir meu nome.
Por fora o lago calmo, a garoa sem graça que veio pra estragar o dia de sol. Por dentro -em dias quentes -um vulcão em chamas,-em dias nublados- o mar na tempestade, a chuva que vem e alaga tudo, a pessoa que fica na janela olhando a tempestade lá fora passar e esperando o dia ensolarado chegar.

Eu vs eu mesma

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Eu tenho raiva de mim, de você, de nós, das pessoas do mundo, de tudo.
Tenho raiva pelas coisas estarem  mudando e por outras por continuarem as mesmas. Raiva por não ter mais esperança, por achar/ter certeza de que não consigo mais seguir só. Raiva por gostarem e não gostarem de mim. Raiva por  tentar e não conseguir e por nem tentar. Raiva por acreditar , chorar, por não aguentar.
É  tanta raiva que as vezes me desmancho em lágrimas. É tanta raiva que falta palavras. 
Tudo depende apenas de mim e eu não consigo apenas contar comigo mesma. Não consigo amar a mim mesma, não consigo compreender a mim mesma, não consigo aceitar  mim mesma e ainda cobro a aceitação dos outros.
Há sempre algo que me diz o contrário, que me diz que estou errada. Não é possível acertar todas as vezes, mas é possível  errar sempre?
Certos dias não suporto ser eu, conviver comigo, me olhar no espelho todas as manhã, ver que não sou feliz e não conseguir mudar nada, não tentar mudar nada. É  tanto "eu" que chega a ser enlouquecedor.
Só quem ouve os meus gritos e palavras agonizantes sabe o que se passa. Quem lê ou ouve de outro não entende nada. 
Eu não entendo nada! Eu não aguento mais nada! É tudo tão repetitivo,tão igual que se torna cansativo.