25 outubro 2011

Necessidade de não sei o que e porque


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Chorei outra noite.Nem consigo dizer  o porque.
Os dias não tem sido tão ruins, mas eu não consigo explicar a minha necessidade de chorar.
De dia sono, de noite insonia. Os dias são curtos e as noites solitárias e longas.
Há dias que uma hora é muito outros em que vinte e quatro horas é pouco.
Não consigo mais manter os sorrisos perante dos outros.
Do mesmo jeito que todo mundo chora as vezes e não sabe o porque, todo mundo se machuca. Se machucar não necessariamente por masoquismo, se machucar só por machucar mesmo, só pra ter um motivo pra chorar.
Chorar não necessariamente por tristeza, chorar apenas por chorar.

13 outubro 2011

A inconstância do (a) inconstante


Bem, vamos lá. Estou passando por um momento sem inspiração ou com inspiração e sem organização,  sei lá.
As idéias vem, são muitas coisas ao mesmo tempo, não consigo organizar e quando vou escrever se saí mais de quatro linhas é muito.
Acho que meus dias estão acabando,não de vida, é claro, mas sim de inspiração. Os dias de tédio estão por vir, estão só começando.Tal vez eu esteja exagerando ou enganada como das outras vezes, quem sabe.
O que me faz escrever é o amor e a falta dele também. Quando é muita dor de uma vez -pela falta ou presença- escrevo muito e até bem, quando não tem dor nem dá  simplesmente não consigo. Minhas crises existências também não ajudam muito. Como disse antes: e muita coisas ao mesmo tempo, muita incerteza, muita confusão. Não consigo explicar direito.
Houve um tempo que ouvi os outros me ajudava e a música também me ajudava, a música já não ajudam ais tanto já ouvi os outros ajuda, mas faltam pessoas pra ouvir.
O que me vem  cabeça pra dizer quer dizer escrever é o que tudo mundo diz e não põe em prática, frases prontas, aquilo tudo que poderia ser e não foi nem é por causa da acomodação humana. Bem eu também sou uma acomodada. Muitas vezes não escrevo para não entrar em conflito comigo mesma. Que sou eu pra falar de alguém? Mas também me encontro no meio dos mesmos.
Melhor para por aqui antes que esse coração e a minha alma  cheios de fúria e inconstância transbordem.

04 outubro 2011

Mais uma vez

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Deixei entrar e não foi aos pouquinhos, foi de uma vez só e direto onde mais dói: o coração.
Decidi seguir os "conselhos" e parar de recuar, para de ficar sempre na defensiva. Como das outras vezes foi sem muitas surpresas. No começo era ótimo, maravilhoso. Depois de um tempo achei que tava ficando meio sem graça, achei que fosse aquelas pequenas fases que depois passa, mas continuou. Quando percebi já estava  amando sozinha de novo.
 Aquele papo de sem expectativas sem decepções não funcionou dessa vez. O fato de eu ter percebido antes e mesmo assim insistido só me deixa pior. Deveria ter pulado fora quando isso começou a ficar sério demais e difícil demais.
Agora essa dor que parece não ter remédio e nem fim me atormenta. Quebrei a cara de novo, mas não posso dizer que  não aprendi. A única coisa que aprendi é que demora, mas a dor passa e depois de muito tempo tudo acontece de novo.

01 outubro 2011

Depois

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Não me diga que mudou e não diga que foi por mim nem por nós. Ninguém muda por ninguém. Isso não é pessimismo e sim realismo. Essa coisa de mudar por amor só existe em filmes e novelas.
Se a gente muda é pra fazer bem pra nós e se fazemos bem pra nós  a consequência é arranjar alguém que acredite que nossa mudança foi pelo outro.
 Desejo tudo de bom pra você, mas também quero tudo isso de volta. Nada mais justo. Somos algumas vezes egoístas e sempre individualistas. Queremos (ás vezes) fazer bem aos outros e sempre pra nós.
Se eu acreditar na sua falsa mudança criarei expectativas. Prefiro não acreditar, sem expectativas sem decepções. Eu sou assim. Creio que não sou capaz de amar alguém sem ser em silêncio. Demonstrar é ficar vulnerável  a tudo. Foi por isso que decidi parar de acreditar em tudo. Parar de acreditar no mundo, nas pessoas etc. Foi por isso que decidi ser sozinha. Pra não criar expectativas e depois acabar sozinha. Pra depois não sofrer sozinha.